PARA TER UMA MELHOR AÇÃO CONTRA AS MAZELAS NO FUTEBOL ATUAL, TEMOS QUE DOMINAR RAZOAVELMENTE OS CONCEITOS DE ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL QUE INFLUENCIA AS SOCIEDADES E AS ORGANIZAÇÕES DE HOJE
TRIBOS, CLÃS E COMUNIDADES AUTOSSUSTENTÁVEIS
Destaca-se neste modelo de organização, a divisão
de tarefas entre homens e mulheres e o bem comum no cultivo, distribuição e
armazenamento de alimentos, da caça e da pesca.
Podemos destacar entre estas organizações, as 12 tribos de Israel, as 30 tribos de Roma, tribos nomades, as tribos indígenas brasileiras e dos continentes do sul, centro e norte americanos, os clãs da Mongólia e ásia, entre outras organizações tribais como os ciganos e etc.
FEUDALISMO
Feudalismo foi um modo de organização social e
político baseado nas relações entre os servos e os senhores feudais. O
feudalismo tem suas origens na decadência do Império Romano, e predominou na
Europa durante a Idade Média.
Com a decadência do Império Romano e as invasões
bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo
camponeses, e já na Idade Média, com vários povos bárbaros dominando a Europa
Medieval, e com as reformas culturais ocorridas nesse meio-tempo, começou a
surgir uma nova organização econômica e política: o feudalismo.
O feudalismo tinha como papel principal os senhores
feudais, que possuíam terras, porque o rei lhas dava. Os camponeses cuidavam da
agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a um pedaço de terra
para morar, além da proteção contra ataques dos bárbaros. Quando os servos iam
tinham que passar pelas propriedades dos senhores feudais tinham que pagar um
pedágio, exceto quando para lá se dirigiam a fim de cuidar das terras do Senhor
Feudal.
As principas características do feudalismo são o
poder descentralizado, a economia era baseada na agricultura de subsistência,
trabalho servil e economia amonetária e sem comércio, onde predomina a troca.
CAPITALISMO
O capitalismo é o sistema sócio-econômico baseado no
reconhecimento dos direitos individuais, em que toda propriedade é privada e o
governo existe para banir a iniciação de violência humana. Em uma sociedade
capitalista, o governo tem três órgãos: a polícia, o exército e as cortes de
lei.
Dentro do capitalismo existem diversos tipos, como
o capitalismo financeiro, que corresponde a um tipo de economia capitalista em
que o grande comércio e a grande indústria são controlados pelo poderio
econômico dos bancos comerciais e outras instituições financeiras. Juntamente
com o capitalismo financeiro, surgiu o capitalismo industrial, que é quando as
empresas evoluíram de manufatureiras para mecanizadas. Outro tipo foi o
capitalismo informacional, que tem a tecnologia de informação como o paradigma
das mudanças sociais que reestruturaram o modo de produção capitalista.
Um dos fenômenos do capitalismo é a globalização,
que é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social,
cultural, política, impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação
dos países do mundo no final do século XX. A globalização é gerada pela
necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita
maiores mercados para os países centrais.
LIBERALISMO
Trata-se de um sistema filosófico e político que promove as liberdades
civis e que se opõe ao despotismo.
A democracia representativa e os princípios republicanos têm por base as doutrinas liberais.
A democracia representativa e os princípios republicanos têm por base as doutrinas liberais.
Embora se costume falar do liberalismo como um todo uniforme, é
possível fazer a distinção entre vários tipos de liberalismo. O liberalismo
econômico é o mais divulgado, já que é defendido pelas grandes corporações e
pelos grupos econômicos de maior envergadura. Visa limitar a intromissão
estatal nas relações comerciais, promulgando a redução dos impostos e acabando
com os regulamentos.
O liberalismo econômico é da opinião que, ao não intervir o Estado, é
garantida a igualdade de condições e é estabelecido um mercado competitivo
perfeito. A falta de intervenção do Estado, porém, não dá acesso à ajuda social
(são cancelados os subsídios, por exemplo).
O liberalismo político, por fim, entrega o poder aos cidadãos, os
quais elegem os seus representantes de forma livre e soberana. Os funcionários
estatais são portanto eleitos pelo poder popular da democracia.
Cada uma destas doutrinas do liberalismo tem, como é óbvio, variantes
e defensores mais ou menos acérrimos das liberdades promovidas.
NEOLIBERALISMO
Neoliberalismo é uma redefinição do liberalismo
clássico, influenciado pelas teorias econômicas neoclássicas, e é entendido
como um produto do liberalismo econômico clássico. O neoliberalismo pode ser
uma corrente de pensamento e uma ideologia, ou seja uma forma de ver e julgar o
mundo social ou um movimento intelectual organizado, que realiza reuniões,
conferências e congressos.
Na política, neoliberalismo é um conjunto de idéias
políticas e econômicas capitalistas que defende a não participação do estado na
economia, onde deve haver total liberdade de comércio, para garantir o
crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país.
O neoliberalismo defende a pouca intervenção do
governo no mercado de trabalho, a política de privatização de empresas
estatais, a livre circulação de capitais internacionais e ênfase na
globalização, a abertura da economia para a entrada de multinacionais, a adoção
de medidas contra o protecionismo econômico, a diminuição dos impostos e
tributos excessivos e etc.
O neoliberalismo é bastante criticado pois muitos
acreditam que a economia neoliberal só beneficia as grandes potências
econômicas e as empresas multinacionais, que países pobres ou em processo de
desenvolvimento acabam sofrendo com os resultados de uma política neoliberal,
causando o desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais e
dependência do capital internacional.
Para impor a sua política segregacionista de
classe, os governos neoliberais se fazem de leis injustas e do poder de polícia
para cometer crimes, assassinatos e perseguições políticas contra opositores
deste sistema.
Neoliberalismo no Brasil
No Brasil, o Neoliberalismo começou a ser seguido
de uma forma aberta nos dois governos consecutivos do presidente Fernando
Henrique Cardoso. Neste caso, seguir o neoliberalismo foi sinônimo de
privatização de várias empresas do Estado. O dinheiro conseguido com essas
privatizações foi na sua maioria utilizado para manter a cotação do Real (uma
nova moeda na altura) ao nível do dólar. As medidas neoliberalistas originaram
falências e desemprego.
Havia o argumento que as empresas estatais não era
produtivas, e que ao privatizá-las, os seus serviços melhorariam. No entanto, a
venda dessas empresas para grupos econômicos ou investidores particulares, não
foi traduzida em um benefício proporcional. Além disso, algumas das empresas
privatizadas eram altamente lucrativas e competitivas, desqualificando o
argumento inicial que justificaria a sua venda.
A estratégia de privatização encorajada por ideais
neoliberais não foi seguida por todos os países. Ao contrário do Brasil, a
China e Índia (países que têm mostrado um crescimento enorme nas últimas
décadas) adotaram tais medidas de forma restrita e gradativa. Nesses países, o
investimento de grupos econômicos foram feitos em parceria com empresas
nacionais.
Um dos principais problemas do processo de
privatização de empresas estatais brasileiras é que o dinheiro conseguido deveria
ter sido utilizado para diminuir a dívida pública. No entanto, tal não foi
possível porque uma política de juros altos (para segurar a inflação e cativar
investimentos estrangeiros) resultou em um aumento da dívida para valores
superiores aos anteriores à "onda" de privatizações.
Neoliberalismo e globalização
Os conceitos de neoliberalismo e globalização estão
ligados porque o neoliberalismo surgiu graças à globalização, e mais
concretamente à globalização da economia. Depois da Segunda Guerra Mundial, o
aumento do consumo e o avanço da tecnologia da produção lideraram a sociedade
para o consumismo. Essa sociedade consumista fomentou a globalização da
economia, para que os capitais, serviços e produtos pudessem fluir para todo o
mundo, um claro pensamento neoliberal. Desta forma, o neoliberalismo abriu a
liberdade econômica ordenada pelo mercado, sendo que em algumas ocasiões o
Estado tem que intervir em algumas negociações para evitar desquilíbrios
financeiros. Apesar disso, a doutrina neoliberal visa que a economia e política
atuem de forma independente uma da outra, e por isso não aprecia quando há uma
intervenção política na economia.
Neoliberalismo e educação
O neoliberalismo vê a educação de forma específica,
e estes são alguns itens fulcrais na área da educação: qualidade total, “modernização”
da escola, adequação do ensino à competitividade do mercado internacional, nova
vocacionalização, incorporação das técnicas e linguagens da informática e da
comunicação, abertura da universidade aos financiamentos empresariais,
pesquisas práticas, utilitárias, produtividade.
É importante que de acordo com a vertente
neoliberal, a educação não é incluída no campo social e político, passando a
ser integrada no mercado. Assim, alguns dos problemas econômicos, sociais,
culturais e políticos abordados pela educação são muitas vezes transformados em
problemas administrativos e técnicos. Uma escola modelo deve conseguir competir
no mercado. O aluno passa a ser um mero consumidor do ensino, enquanto o
professor fica conhecido como um funcionário treinado para capacitar os seus
alunos a se integrarem no mercado de trabalho. A educação (e todo o sistema
educacional) neste sistema passa a ser paga por quem puder consumi-la a um
preço instituído pelos empresários da instituição educacional.
Por este movimento, todas as demais áreas como a saúde
pública, passaria a ser cobrada, tornando-a como um item de consumo para quem
puder comprá-la.
SOCIALISMO
Socialismo é uma doutrina política e econômica que
surgiu no final do século XVIII e se caracteriza pela ideia de transformação da
sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e propriedades,
diminuindo a distância entre ricos e pobres.
Karl Marx, um dos principais filósofos do
movimento, afirmava que o socialismo seria alcançado a partir de uma reforma
social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema
socialista não deveria haver classes sociais nem propriedade privada.
Todos os bens e propriedades particulares seriam de
todas as pessoas e haveria repartição do trabalho comum e dos objetos de
consumo, eliminando as diferenças econômicas entre os indivíduos.
O sistema socialista é oposto ao capitalismo, cujo
sistema se baseia na propriedade privada dos meios de produção e no mercado
liberal, concentrando a riqueza em poucos, sendo este sistema terrorrista, o grande responsável pela grande maioria da população viver a margem da pobreza.
O socialismo sugeria uma reforma gradual da
sociedade capitalista, demarcando-se do comunismo, que era mais radical e
defendia o fim do sistema capitalista e queda da burguesia através de uma
revolução armada.
No século XX, as ideias socialistas foram adotadas
por alguns países, como: União Soviética (atual Rússia), China, Cuba e Alemanha
Oriental. Porém, em alguns casos, revelou-se um sistema comunista constituído
por regimes autoritários e extremamente violentos. Esse socialismo é também
conhecido como socialismo real - um socialismo colocado em prática, que causou
uma deturpação semântica do "socialismo", levando assim a esses
regimes que demonstraram desrespeito pela vida humana.
Socialismo Utópico
O socialismo utópico foi uma corrente de pensamento
criada por Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier. De acordo com os
socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma branda e
gradativa.
O nome socialismo utópico surgiu graças à obra
"Utopia" de Thomas More, sendo que a utopia é referente a algo que
não existe ou não pode ser alcançado. Os primeiros socialistas, que foram os
utópicos, tinham em mente a construção de uma sociedade ideal, através de meios
pacíficos e da boa vontade da burguesia.
Karl Marx se distanciou do conceito de socialismo
utópico, visto que de acordo com essa corrente a fórmula para alcançar a
igualdade na sociedade não era discutida. O oposto do socialismo utópico é o
socialismo científico, que criticava o utópico porque este não tinha em conta
as raízes do capitalismo. Karl Marx classificava os métodos dos utópicos de
"burgueses", porque eles se baseavam na transformação súbita na
consciência dos indivíduos das classes dominantes, acreditando que só assim se
alcançaria o objetivo do socialismo.
Socialismo científico
O socialismo científico, também conhecido como
marxismo, se opunha ao socialismo utópico, porque não tinha a intenção de criar
uma sociedade ideal. Tinha sim o propósito de entender o capitalismo e suas
origens, o acumular prévio de capital, a consolidação da produção capitalista e
as contradições existentes no capitalismo. Os marxistas anunciaram que o
capitalismo eventualmente seria ultrapassado e chegaria ao fim.
O socialismo marxista tinha como fundamento teórico
a luta de classes constituídas pelo capitalismo, a revolução proletária, o
materialismo dialético e histórico, a teoria da evolução socialista e a
doutrina da mais-valia. Ao contrário do socialismo utópico e sua pacificidade,
o socialismo científico previa melhores condições de trabalho e de vida para os
trabalhadores através de uma revolução proletária e da luta armada.
De acordo com o marxismo, uma sociedade baseada no
capitalismo era dividida em duas classes sociais: os exploradores (donos dos
meios de produção, das fábricas, das terras, dos meios de comunicação),
pertencentes à burguesia, ou seja, os burgueses; e os explorados (aqueles que
não tinham posses e tinha que se sujeitar aos outros). Esse duelo entre as
classes, é aquilo que transforma e propele a história.
COMUNISMO
O comunismo é um movimento político que defende a
formação de uma sociedade sem classes sociais, onde os meios de produção sejam
propriedade comum. Posto noutros termos, se dependesse desta ideologia, a
propriedade privada desses meios não existiria e, por conseguinte, o poder
pertenceria à classe trabalhadora.
O comunismo procura abolir o Estado: se não
houvesse propriedade privada dos meios de produção, então também não haveria
lugar para a exploração. Como tal, a organização estatal não seria necessária.
As bases do comunismo foram desenvolvidas por Karl
Marx e Friedrich Engels em finais do século XIX em livros como “O capital”. No
século XX, o revolucionário russo e líder bolchevique Vladimir Lenine decidiu
pôr em prática as referidas teorias, a partir da sua própria interpretação.
O comunismo tem sido alvo de críticas de diferentes
setores. Há quem considere que a sociedade sem classes é impossível (tendo em
conta que acaba sempre por haver um ou outro grupo a ostentar poder; no caso do
comunismo, seriam os burocratas). Por outro lado, muitos acreditam que o
capitalismo e a sua fome de lucro é o único sistema que promove o desenvolvimento
econômico.
Embora, muitas das vezes, estes termos sejam usados
como sinônimos, deve-se ter em conta que comunismo e socialismo não são o
mesmo. O socialismo é uma doutrina da economia política que tem por base a
posse democrática e o controle administrativo coletivo dos sistemas de
produção, bem como o controle das estruturas políticas por parte dos cidadãos.
Posto isto, o socialismo é considerado como sendo a fase prévia ao comunismo não
ditatorial.
ANARQUISMO
Anarquismo pode ser definido como uma doutrina
(conjunto de princípios políticos, sociais e culturais) que defende o fim de
qualquer forma de autoridade e dominação (política, econômica, social e
religiosa). Em resumo, os anarquistas defendem uma sociedade baseada na
liberdade total, porém responsável.
O anarquismo é contrário a existência de governo,
polícia, casamento, escola tradicional e qualquer tipo de instituição que
envolva relação de autoridade. Defendem também o fim do sistema capitalista, da
propriedade privada e do Estado.
Os anarquistas defendem uma sociedade baseada na
liberdade dos indivíduos, solidariedade (apoio mútuo), coexistência harmoniosa,
propriedade coletiva, autodisciplina, responsabilidade (individual e coletiva)
e forma de governo baseada na autogestão.
O movimento anarquista surgiu na metade do século
XIX. Podemos dizer que um dos principais idealizadores do anarquismo foi o
teórico Pierre-Joseph Proudhon, que escreveu a obra "Que é a
propriedade?" (1840).